
Geraldo de Moraes atingiu a marca de 6,9 mil horas em escalas operacionais no biênio 2024-25

Geraldo de Moraes atingiu a marca de 6,9 mil horas em escalas operacionais no biênio 2024-25
No biênio 2024-25, os Bombeiros Voluntários de Joinville produziram 414.448 horas de trabalho nas escalas operacionais. Dezenas de homens e mulheres, rostos anônimos na cidade, se revezaram nas nove unidades da corporação nas 24 horas do dia, de segunda a segunda. Na celebração dos 134 anos da corporação, nesta sexta (10 de julho) – o aniversário é comemorado no dia 13 de julho – os que completaram mais de 500 horas no período serão homenageados.
Entre os “bravos voluntários”, a maior marca, 6.988 horas, foi atingida por Geraldo de Moraes, 62 anos, coordenador da Unidade 10 – Aventureiro. Ele faz parte do núcleo pioneiro dessa base operacional: ingressou há exatos 23 anos. “Era sonho de criança”, resumo quando conta porque se tornou um bombeiro voluntário – desejo que se realizou já próximo dos 50 anos.
Agora aposentado (sua última atividade laboral foi no setor de pintura na Whirlpool), vive o sonho com intensidade já que passa o dia na corporação entre as atividades administrativas – são 110 voluntários naquela base – e o atendimento às emergências. O apoio da família faz toda a diferença, conta. “Sempre quis ajudar o próximo. Me sinto orgulhoso de ser um bombeiro voluntário. Salvar uma vida não tem preço.”

Jennifer Veronica é a bombeira voluntárias com mais horas nas escalas operacionais, na soma de 2024 e 2025, entre as mulheres da corporação
Da necessidade ao amparo à comunidade
Para Jennifer Veronica de Almeida, 31 anos, fazer o curso de formação de bombeiro voluntário e ingressar na mais antiga corporação do gênero no país não era um sonho, mas uma necessidade. Ela mora com a avó, pessoa idoso que precisa de cuidados. O tempo passou (lá se vão cinco anos desde que vestiu pela primeira vez o uniforme vermelho e cinza) e foi cativada pela atividade, pelos amigos que fez nos plantões e pelo espírito de altruísmo.
Tanto que no biênio, a cozinheira por ofício dedicou 2.854 horas para atender emergências nas escalas operacionais na Unidade 07 – Nova Brasília. “Não tenho palavras para descrever a sensação da dedicação ao voluntariado como bombeira”, confessa com lágrimas nos olhos. “O que me engrandece é o agradecimento da comunidade.”
Um caso em especial marcou essa jornada: uma mãe, com um bebê de 45 dias, buscou a unidade porque a criança estava engasgada com o leite. “A primeira pessoa que ela encontrou fui eu. Ela já nem tinha voz para pedir socorro. Se comunicou com o olhar”, recordo. “Poder ajudar me fortalece. Estou convicta da missão de ajudar.”
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